O partido não alcançou nem o patamar de 2,5% dos votos válidos nacionais
Candidato derrotado do Missão abre mão de influência e libera base para escolher entre os dois finalistas presidenciais
Renan Santos, candidato presidencial pelo Missão, reconheceu derrota fragorosa nas urnas e anunciou neutralidade no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Apesar de não declarar apoio formal, avaliou que o senador sai na frente.
Um resultado “muito distante”
O candidato descreveu seu desempenho como “muito ruim” e afirmou que o resultado ficou longe das expectativas da campanha. O Missão não atingiu a cláusula de desempenho e elegeu apenas um deputado estadual e um federal no mesmo estado.
Você fica triste quando é por pouco, e não foi nem por pouco, foi muito distante”, disse Renan Santos em declaração que evidencia o fracasso eleitoral da legenda.
Como funciona a Clausula de Barreira
A Emenda Constitucional 97, de 2017, estabelece regras rígidas para permanência no sistema de financiamento partidário. O mecanismo não extingue os partidos nem impede a posse de eleitos, apenas bloqueia recursos financeiros e acesso à mídia pública a partir do próximo ciclo eleitoral.
O partido não alcançou nem o patamar de 2,5% dos votos válidos nacionais com distribuição mínima em nove estados, nem o número mínimo de 13 deputados federais distribuídos por pelo menos nove unidades da Federação
Liberdade para militantes
Renan liberou integrantes do Missão para votarem conforme sua vontade no segundo turno, sem direcionamento partidário. Afirmou que sua decisão não terá peso sobre a disputa presidencial entre os dois finalistas.
Avaliação: Flávio Bolsonaro chega em vantagem segundo o candidato
Renan acredita que o senador vencerá a eleição
“A eleição já é do Flávio Bolsonaro“
Posição ambígua
Embora neutro formalmente, Renan Santos sinalizou confiança na vitória de Flávio, sem oferecer mobilização de seus poucos votos ou base para apoiá-lo. Gesto que reflete a irrelevância eleitoral conquistada pelo Missão.
A neutralidade de Renan não altera a dinâmica do segundo turno. Pequenas legendas têm impacto mínimo nas negociações finais entre os dois principais candidatos presidenciais.






