Milícias digitais de esquerda intensificam ataques coordenados contra figuras da direita no segundo turno eleitoral, utilizando estratégias de desinformação e guerrilha nas redes sociais para influenciar o resultado das urnas e polarizar o debate público.
Exército do Lula: da estrutura ao método
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, organizado pelo deputado André Janones (Rede-MG), cresceu de 50 mil para aproximadamente 2 milhões de inscritos após o primeiro turno. A plataforma recruta o que denomina “soldados” para ataques coordenados contra adversários políticos, particularmente contra Flávio Bolsonaro, utilizando métodos de guerrilha digital estruturada com orientações claras sobre narrativas a serem disseminadas.
Táticas de desinformação documentadas
A operação segue protocolo de “descer o nível”, “ser sensacionalista” e “martelar narrativas”. Entre acusações falsas estão: que Flávio retiraria Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira, proibiria o voto feminino e extinguiria o Bolsa Família. O deputado Jeffrey Chiquini (Novo-PR) acionou a PGR contra essas mentiras, já desmentidas publicamente e documentadas.
“O clima que o canal ajuda a alimentar é o de desrespeito institucional e violência discursiva contra adversários políticos”
— Análise de documentação de ataques coordenados
Histórico do organizador
Em 2025, o STF homologou acordo de não persecução penal em que Janones admitiu usar cartão de assessor para gastos pessoais de R$ 131,5 mil (2019-2020). Devolveu o valor e pagou multa de R$ 26 mil, evitando denúncia por peculato. Posteriormente negou que fosse confissão de crime, mantendo sua posição de liderança da milícia digital.
Com maioria absoluta de direita declarada no Congresso, a dinâmica política permanece tensa. A intensificação de ataques coordenados levanta questões sobre segurança institucional, responsabilidade nas plataformas digitais e consequências legais para operadores de campanhas de desinformação em escala.






