Conflito de horários entre decisões da Justiça Eleitoral e o fechamento das urnas no Brasil ganhou destaque em jornais pelo mundo.
Jornais e sites de notícias de países ao redor do mundo noticiaram a extensão dos horário de votação nos colégios eleitorais do Brasil, após o Supremo Tribunal Federal atender a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão da votação até as 19h em todo o país após denúncias de problemas no transporte de eleitores pelo país e as fortes chuvas que afetam várias regiões do Brasil.
No exterior, veículos de comunicação na Europa e nas Américas dedicaram linhas do tempo de notícias em tempo real para acompanhar a apuração.
Em Portugal, o jornal de maior circulação Público dedicou o maior destaque de sua capa ao imbróglio nas eleições brasileiras. Já o argentino Clarín destacou que o horário da expedição da decisão de prorrogamento aconteceu no mesmo horário de fechamento das urnas.
Já o americano The New York Times destacou que, apesar da prorrogação do horário de votação em todo o país, ainda não estava claro se eleitores que chegaram aos locais de votação a tempo porque algumas seções eleitorais já haviam encerrado suas atividades.
Já o francês Le Monde destacou que, apesar da prorrogação do horário de funcionamento das seções eleitorais, 340 mil votos já são conhecidos. O veículo noticiou que Lula recebeu 57,66% dos votos (193.574 votos), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 42,34% (142.169 votos).
Repercussão
A imprensa internacional repercutiu neste domingo (25) a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras.
As manchetes destacaram a importância que o resultado do pleito no Brasil terá para a América Latina e para o mundo. Veja abaixo.
- O El País, da Espanha, afirmou que o Brasil decidirá entre “entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula”;
- A Associated Press, dos Estados Unidos, chamou de “decisão tensa” a votação deste domingo;
- O New York Times, dos Estados Unidos, afirmou que “Flávio pode conseguir a maior vitória da direita da América Latina”;
- O The Guardian, do Reino Unido, disse que o resultado da eleição é “altamente imprevisível”.
Fonte: G1






