Operação Kathárisma desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (8/10), cumpre 24 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em oito municípios sul-mato-grossenses.
O objetivo é desarticular uma organização criminosa, que atua principalmente na região norte de Mato Grosso do Sul.
As medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande.
“As investigações identificaram uma estrutura organizada, com diferentes níveis de atuação e mecanismos próprios de comunicação, além de elementos relacionados à identificação de integrantes e à movimentação financeira do grupo”, diz em nota a Polícia Federal.
A apuração investiga a atuação dos envolvidos de integrar uma facção criminosa que vem atuando fortemente no Estado.
Segundo a PF, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais de Campo Grande, dois deles na PEMRFG (Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira) e um no EPJFC (Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho), a Máxima da Capital.
O ponto inicial da investigação
O ponto inicial da investigação foi a apreensão pela Brigada Militar de 9 quilos de maconha com dois homens abordados pela guarnição em fevereiro daquele ano. Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, através da investigação policial e minucioso relatório investigativo, identificou-se uma grande associação para o tráfico de drogas (maconha, cocaína, crack, LSD e ecstasy) na cidade de Sobradinho/RS, totalmente organizada, permanente e estável sob o comando de um traficante local, subordinado aos líderes de facção criminosa com atuação na região.
A operação Kathárisma (que em grego significa “faxina”) foi deflagrada em 8 de outubro de 2020 com o cumprimento, pela Polícia Civil, de mandados de busca e apreensão e de prisão autorizados pela justiça.






